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03/01
2017

Estagiários ampliam acervo de Coleção Científica de Entomologia do Cemafauna

A Coleção Científica de Entomologia do Museu de Fauna da Caatinga do Centro de Conservação e Manejo de Fauna da Caatinga (Cemafauna Caatinga) já tem em seu acervo descobertas importantes como a borboleta Pheles caatingensis encontrada por analistas ambientais da instituição nas matas do município de Brejo Santo (CE) em 2014. Agora, quatro estudantes do curso de Ciências Biológicas da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) e estagiários do Centro ajudam a ampliar o acervo adicionando, entre outras espécies como besouros e borboletas, espécimes de abelhas visualizadas na caatinga.

Sob orientação da professora associada da Univasf, pesquisadora colaboradora do Cemafauna e do laboratório de Comportamento e Ecologia de Insetos Sociais pela Universidade de São Paulo, Aline Andrade, que se dedica ao estudo nas áreas de Ecologia comportamental, química e genética de abelhas Euglossini, os estudantes Taynara Sales, Rannison Sampaio, Emille Guerra e Uirã Alexandre realizam busca ativa em áreas de caatinga no norte da Chapada Diamantina na Bahia e nos municípios inseridos nos eixos Norte e Leste do Projeto de Integração do Rio São Francisco com as Bacias Hidrográficas Setentrionais (PISF) nos estados de Pernambuco e Ceará.

Atualmente a coleção conta com 500 indivíduos, destes 34 são espécies de abelhas distribuídas entre famílias e tribos. Os exemplares coletados por eles proporcionam a feitura de pesquisas como a habilidade de dispersão das abelhas em algumas áreas de caatinga, realizada por Taynara Sales, visto que esses insetos são muito importantes no cenário da biodiversidade: polinizam não apenas as culturas agrícolas como também plantas silvestres. Cerca de 35% da produção agrícola global, bem como 85% das plantas selvagens dependem, em algum grau, da polinização.

Cada estagiário acompanha a pesquisadora Aline em campo, possibilitando experiências práticas, além de todo o conteúdo teórico visto tanto nas salas de aula, quanto nas orientações bibliográficas sugeridas pela orientadora. Já foram publicados quatro resumos, somente neste segundo semestre de 2016: dois no Encontro Nordestino de Zoologia (EZN) e dois no Congresso Internacional da Diversidade do Semiárido (CONIDIS).  O trabalho realizado em colaboração com o Cemafauna tem como propósito estudar a diversidade de abelhas da Caatinga, com destaque para as abelhas das orquídeas, cuja ocorrência até pouco tempo era restrita às áreas mais úmidas de outros biomas ou domínios.

Os quatro alunos estagiários vinculados ao projeto estão desenvolvendo os trabalhos de coleta, identificação, extração química e molecular para posterior análise na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e Universidade de São Paulo (USP). Segundo a pesquisadora, os alunos avançaram no conhecimento da biologia e das abelhas em geral, nos estudos sobre comportamento e conservação, além de estarem aptos a realizarem todas as etapas que envolvem o desenvolvimento do projeto. “Os subprojetos dos estagiários estão diretamente vinculados a proposta e todos eles têm desenvolvido os trabalhos a contento, com destaque ao conhecimento aplicado à comunidade em geral nos trabalhos e apresentações ao público promovidos pelo Cemafauna”, enfatizou Aline.

Para Rannison Sampaio, há oito meses estagiando no Cemafauna, a oportunidade lhe proporciona um maior aprendizado e até mesmo dados importantes para o seu trabalho de conclusão de curso.  “Tem sido gratificante para mim porque tenho conhecido um grupo novo de animais, o que só aumenta o carinho que tenho pela fauna. A entomologia, em especial, é uma área que vou levar adiante para minha carreira enquanto biólogo. Tenho aprendido muita coisa nesse laboratório não somente sobre insetos, como também sobre ecologia, comportamento, estatística e agregando conhecimento a respeito do que ambiente em que vivemos, no caso, nossa caatinga”, disse.

Educação ambiental

Em outubro de 20016, os estagiários apresentaram palestras temáticas especiais sobre as abelhas durante a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, além de uma colmeia ativa da espécie mandaçaia e também outras espécies taxidermizadas que fazem parte da coleção científica do Museu de Fauna da Caatinga. A Semana foi promovida em todo o Brasil e mobilizou diversas instituições estaduais e municipais, agências de fomento, espaços científico-culturais, instituições de ensino e pesquisa, sociedades científicas, escolas, órgãos governamentais, empresas de base tecnológica e entidades da sociedade civil.

 No Cemafauna, os estagiários se responsabilizam pela manutenção de colmeias de abelhas sem ferrão. A intensão é levar essas colônias para polinizar espécies em área urbana. “Manejamos as colmeias para que não haja impacto. As colônias estão no Cemafauna para estudo e exposição ao público, isso porque não se conserva o que não se conhece”, afirmou Aline. 

Fonte: Jaquelyne Costa/Ascom Cemafauna
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Nossa atuação

O Centro de Conservação e Manejo de Fauna da Caatinga tem sua sede em Petrolina-PE, mas sua área de atuação estende-se por todo o semiárido nordestino do Brasil, que compreende uma extensão de 982.563,3 km². Além dos diversos municípios que abrigam a obra do Projeto de Integração do São Francisco nos estados de Pernambuco, Paraíba e Ceará, o Centro também realiza ações no estado da Bahia participando de operações de fiscalização ambiental a exemplo da Fiscalização Preventiva Integrada (FPI) realizada pelo Ministério Público da Bahia em parceria com diversos órgãos ambientais. 

Quem somos e o que fazemos? Confira aqui!

Nessa reportagem, exibida no programa "Como Será?" no dia 11 de julho de 2015, você confere como é feito o trabalho de conservação e manejo de fauna realizado pelos analistas ambientais, professores e estagiários do Cemafauna Caatinga, nas áreas sob influência do Projeto de Integração do Rio São Francisco com as Bacias Hidrográficas do Nordeste Setentrional (PISF).  

Conheça o trabalho do Cemafauna Caatinga assistindo este vídeo.

O Centro de Conservação e Manejo de Fauna da Caatinga tem como missão desenvolver práticas de cunho socioambiental, buscando preservar o meio ambiente em favor dos animais do bioma caatinga. Para tanto, viabiliza ações nos âmbitos estrutural, tecnológico, educacional e pedagógico, nutricional e humano. 

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Em fevereiro/2012 um grupo contendo 46 Amazona aestiva, oriundos do comércio ilegal, foram liberados em um recinto com área de aproximadamente 750m² e com 8 metros de altura. Em abril/2012, 04 (quatro) ovos de A. aestiva foram encontrados nos troncos, mostrando que é possivel estabelecer um programa sério de reabilitação dessa espécie e de outras espécies. Esse projeto é uma parceria entre a CPRH, IBAMA-Recife e CEMAFAUNA.

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