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02/08
2017

Cemafauna participa de Consulta Pública para criação de APA e Revis da Ararinha-azul

O Centro de Conservação e Manejo de Fauna da Caatinga (Cemafauna), da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), a convite da Camile Lugarini, responsável pelo Plano de Ação Nacional para Conservação da Ararinha-azul, é um dos parceiros do ‘Projeto Ararinha na Natureza’ do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Representantes do coordenador do Centro, o professor Luiz Cezar Pereira, participaram das consultas públicas para a criação da Área de Proteção Ambiental (APA) e do Refúgio de Vida Silvestre da Ararinha-azul (Revis) nos dias 29 e 31 de julho, respectivamente, em Juazeiro e Curaçá-BA.

No ano passado, os ornitólogos Karlla Rios e Paulo de Tarso Sambugaro participaram da Expedição ‘Em busca da Ararinha-azul’ liderada pela SAVE Brasil e ICMBio, com o objetivo de reencontrar o indivíduo de ararinha-azul na região de Curaçá, interior da Bahia, berço da espécie, onde foram feitos registros por vídeos de autoria de Lourdes Oliveira e de sua filha Damilys Oliveira. Neste ano, todos os esforços estão voltados para a criação da Área de Proteção Ambiental e do Refúgio de Vida Silvestre da Ararinha-azul, ambos unidades de conservação. Segundo informações do ICMBio, as consultas aconteceram com o intuito de  informar à comunidade sobre a definição, localização e dimensão dos limites dessas áreas, além de explanar sobre as implicações para a população que mora dentro e nas proximidades da APA e do Revis.

“Os benefícios de se estabelecer essas unidades de conservação são inúmeros, dentre eles, garantir que a Caatinga seja preservada, principalmente fragmentos de mata ciliar e savana estépica já que são as áreas que promovem o ciclo de vida da ararinha-azul”, afirmou o biólogo Paulo de Tarso.

Curaçá e Juazeiro apresentam uma vegetação de savana estépica parque, a qual aparece bem pouco representada nas áreas protegidas da Caatinga. Além disso, foram área de ocorrência da ararinha-azul antes de sua extinção, principalmente, devido ao intenso tráfico de animais silvestres. De acordo com a IUCN Red List, a ararinha-azul é considerada extinta na natureza desde o ano de 2000, devido, principalmente, à captura para o comércio ilegal e perda de hábitat. Atualmente, existem mais de 150 indivíduos da espécie em cativeiro, em projetos de reprodução no Catar, na Alemanha, na Suíça e no Brasil. Os pesquisadores estão otimistas e preveem as primeiras solturas de alguns indivíduos da espécie no ano de 2019.

O coordenador do Cemafauna, Luiz Cezar Pereira, ressalta a importância de o Centro participar desse processo. “Nós estamos como apoio logístico e de recursos humanos ao enviarmos biólogos especialistas em aves para acompanharem tudo isso. Para que no futuro possamos ver novamente a ararinha-azul em abundância na natureza, precisamos trabalhar de maneira intensa hoje pelo seu ciclo de vida e combater o tráfico de animais silvestres através também de ações de cunho educativo, em parceria com os órgãos fiscalizadores e envolvidos com o meio ambiente como ICMBio, IBAMA, Ministério Público,  entre outros.”, disse Pereira.

(Fotos - Arquivo Paulo de Tarso)

Fonte: Jaquelyne Costa/ Ascom Cemafauna
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Nossa atuação

O Centro de Conservação e Manejo de Fauna da Caatinga tem sua sede em Petrolina-PE, mas sua área de atuação estende-se por todo o semiárido nordestino do Brasil, que compreende uma extensão de 982.563,3 km². Além dos diversos municípios que abrigam a obra do Projeto de Integração do São Francisco nos estados de Pernambuco, Paraíba e Ceará, o Centro também realiza ações no estado da Bahia participando de operações de fiscalização ambiental a exemplo da Fiscalização Preventiva Integrada (FPI) realizada pelo Ministério Público da Bahia em parceria com diversos órgãos ambientais. 

Quem somos e o que fazemos? Confira aqui!

Nessa reportagem, exibida no programa "Como Será?" no dia 11 de julho de 2015, você confere como é feito o trabalho de conservação e manejo de fauna realizado pelos analistas ambientais, professores e estagiários do Cemafauna Caatinga, nas áreas sob influência do Projeto de Integração do Rio São Francisco com as Bacias Hidrográficas do Nordeste Setentrional (PISF).  

Conheça o trabalho do Cemafauna Caatinga assistindo este vídeo.

O Centro de Conservação e Manejo de Fauna da Caatinga tem como missão desenvolver práticas de cunho socioambiental, buscando preservar o meio ambiente em favor dos animais do bioma caatinga. Para tanto, viabiliza ações nos âmbitos estrutural, tecnológico, educacional e pedagógico, nutricional e humano. 

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Em fevereiro/2012 um grupo contendo 46 Amazona aestiva, oriundos do comércio ilegal, foram liberados em um recinto com área de aproximadamente 750m² e com 8 metros de altura. Em abril/2012, 04 (quatro) ovos de A. aestiva foram encontrados nos troncos, mostrando que é possivel estabelecer um programa sério de reabilitação dessa espécie e de outras espécies. Esse projeto é uma parceria entre a CPRH, IBAMA-Recife e CEMAFAUNA.

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